outsônia


Qualquer meio em que se durma ou vive é
fora de si.
buscando conforto,
 consolo, apoiado torto,
dito abraço do mundo.
Balanço,
o giro infernal de uma mente que não pode
descansar enquanto há/a vida
transtorna e transforma
o que dentro surge
e o corpo lá fora
tentando matar
o cansar, suado de tanto lutar
com a própria cama.

A cor

Saúde à vida.
Há saudade dos tempos
que a vida
a cor
se vai,
e decor
se mostra,
lembrança.

Sentir-Drama-a-todos

Para o elenco
que a piada fez
desgraças, deveras, delongas
Afasto
nefasta euforia
de julgar tudo por mim
e garantir
que traz
o teatro
em si
a verdade,
uma vida, expressando as outras, a outra
artista, autista como todos
tudo merda
tudo igual
apenas autista
Que sabe dizer com cor

Núpcias.

O fim dos paradoxos
O início do um só
Como criança nos pés do pai
Menina que se vê
Mulher.
A nova fase da vida
O tédio
Das ilusões
O nada findando tudo
O tudo que
Morre na praia
parecer do desistir, cansar
e depois viver
o par em
um calçado.

O que vale
mais que a sedução
é o descobrir, paixão
linguagem do corpo que pede
agora em silêncio
habitando
(entre)
paredes.

Casal real


Um casal que se une ao céu aberto
é nuvem que sempre nova forma terá.

Bárbara e Euilço, 09/10/2010

Penso, logo violão



São duas limitações.
As cordas, os dedos
são dois corpos.
A carne, o batuque
a madeira, a alma
Um pensa, o outro produz
são dois em um,
Metade de tudo
o universo por inteiro
em duas metades,
meio homem, meio som
meio violão,
por assim dizer,
existência completa.


Francisco Luz, concerto, 15/09/2010.

Cortejo


Seus olhos
que seduziam mentes
Habita em planos dardos
que diretamente
Meu coração atrai.

Será de gratidão, meu olhar por ti, eternamente, Phayga.